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Kithi e Caetano Bezerra

Bordado, o patrimônio de si

No início do século passado, D. Henriqueta Catharino, com o apoio da Igreja Católica, já ensinava alguns ofícios para as mulheres. Para ela a liberdade feminina era alcançada mediante a conquista do próprio sustento.

 

O bordado era uma das formas de ganho ideal na época, pois poderia ser feito sem sair de casa.


A partir da independência financeira “você cria uma relação com o outro diferente. Não é uma relação de dependência, nem de humildade, nem de que sou obrigada a aturar. É uma relação de diálogo. E é aí que o amor pode florescer”, diz Ana Maria Azevedo, atual Gestora do Instituto Feminino da Bahia e fã de Dona Henriqueta.

Hoje, quase 100 anos depois, a professora da cadeira de antropologia da UFRB, Thaís Brito, encontra no movimento de suas alunas e no bordado, a inspiração para ensinar conceitos de patrimônio.

 

Intenção exposta no plano de ação apresentado a UFRB como parte dos atributos exigidos à ocupação do cargo na instituição.

 

Como D. Henriqueta, Thaís estabeleceu uma parceria inicial com a Igreja Católica para se aproximar da comunidade e iniciar a atividade.

O projeto Bordadeiras da Ilha é fruto das políticas públicas voltadas para a tríade a qual deve seguir toda universidade: ensino, pesquisa e extensão.

Na ação de extensão os saberes científicos e espontâneos são trocados de forma mais evidente, não existindo um produto a ser cobrado, como uma prova por exemplo.

A professora e os alunos selecionados para o projeto de extensão vão a campo.

O projeto funciona como fio condutor a se desenrolar ao sabor do ritmo das trocas e do desejo dos participantes. É uma construção conjunta dentro de uma direção de ensino-aprendizagem onde todos colaboram com os seus saberes.

O resultado do projeto da Prof. Thaís é a construção do conhecimento realizado a partir do ato de bordar, do diálogo constante em torno dos pontos a serem aprendidos e das histórias de vida narradas ao costurar.

O projeto começou em 2015 e tomou uma proporção não esperada. Era para durar apenas um ano, mas as alunas do curso regular da universidade, envolvidas no projeto como bolsistas, não quiseram por fim na experiência. Iriam continuar independente da Universidade.

Diante de tamanha vontade, das alunas e das bordadeiras, de seguir adiante, a professora resolveu permanecer. Era 2017 quando esse movimento aconteceu.

 A proposta inicial era trabalhar o conceito de patrimônio tendo como referência a lembrança das histórias de vida enquanto eram aprendidos alguns pontos de bordados, escolhidos a partir de uma pesquisa da produção local. O projeto tinha começo, meio e fim.

Com a decisão das alunas e da professora a Universidade continuou a apoiar a iniciativa.

         Henriqueta Catharino

Professora Thaís Brito fala sobre patrimônio

Ilha do dendê

A Ilha do Dendê é um bairro de Santo Amaro situado à beira do mangue, formado por afrodescendentes cujo labor gira em torno da maré, principal fonte de sustento, como marisqueiras e pescadores.

Historicamente estigmatizado como violento pela condição sócio-econômica da população local, o bairro hoje enfrenta, além do forte preconceito, os mesmos problemas de outras localidades com trajetória similar de ocupação.

A fonte de renda das mulheres é bastante variada e, para grande maioria, não ultrapassa R$ 300,00 por mês. O marisco ainda é a principal forma de sustento.

 

A realidade é de pobreza, a essência de guerreiras. A determinação de querer melhores condições de vida para si e suas famílias é visível. Com dignidade seguem em busca de saídas para gerarem o recurso necessário à manutenção da vida.

Conhecedores das necessidades desta comunidade, a congregação da Igreja do Rosário pensou em promover cursos de artesanatos diversos para as residentes do bairro, com a possibilidade de escoamento da mercadoria para Europa.

Conhecendo a Ilha do Dendê, Santo Amaro - Ba

O começo

Para ingressar como professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), dentre outros requisitos, é preciso apresentar um plano contemplando uma ação voltada para comunidade.

Ao prestar o concurso para a cadeira de Antropologia, Thaís Brito direcionou a proposta para a área de patrimônio, visto ser alvo de seu interesse e propício a cidade histórica onde pretendia trabalhar.

Pensou em investir em vários assuntos: o casario (patrimônio de pedra e cal), o samba, o candomblé, a capoeira, mas nada a convencia de fato.

Vinda da cidade de São Paulo custava se adaptar num lugar tão pequeno e com aspectos regionais tão fortes. Tudo era diferente, inclusive o próprio ritmo de vida.


Pensou em desistir e verbalizou para os alunos esta dificuldade. Era véspera da Páscoa.

Sabendo ter sido o bordado o tema central da tese de doutorado da professora, a aluna Patrícia Lobo passou o feriado bordando um presente com pontos próprios. Ao entregar a professora perguntou: “você vai desistir?”

Patrícia Lobo 

Bordado presenteado a professora

Ao receber o presente, um misto de alegria e agradecimento, junto com aplausos e choro coletivo da classe, fez brotar em Thaís a semente do projeto a ser germinado.

Ela percebeu no bordado a dimensão da vontade almejada e conclui dizendo a si: “O bordado são mulheres, bordado não gera briga e o bordado permite a gente pensar a gente por dentro”.

Com o nome “Bordando a Cidade” nasce o projeto.

 

Sem saber exatamente como começar, é também a aluna Patrícia Lobo a solucionar o início da caminhada.

Frequentadora da Igreja do Rosário, ela informa sobre a parceria estabelecida entre a igreja e a instituição Caritas da Alemanha para realização de cursos e criação de um centro de referência na Ilha do Dendê.

A parceria com a Igreja do Rosário foi um estímulo que abriu, literalmente, as portas da comunidade. Eles credenciaram as pessoas e a primeira oficina contou com 60 participantes, entre mulheres e crianças. Trabalho fundamental para iniciar o projeto.

A bola da felicidade

A primeira atividade, em outubro de 2015, foi desenvolvida por Tereza Barreto da Universidade de Campinas (UNICAMP), convidada por Thaís para realizar a oficina da “Bola da Felicidade”.

 A atividade consiste em contar a história de vida enquanto borda uma bola feita de meia.

A dinâmica envolve exercícios respiratórios, alongamentos e partilha das experiências vividas por cada uma das participantes.

Para Tereza, a oficina é um “detox digital”, afastando as bordadeiras das distrações diárias como celulares e preocupações.

O grupo fala sobre a atividade chamada Bola da Felicidade 

Os pontos e cores seguem a emoção da história. Cada uma ia tecendo a sua bola como queria.

A partir deste exercício são trazidas para o campo do conhecimento de todas integrantes do curso a memória delas mesmas e a memória do espaço onde vivem.

O grupo nunca havia bordando antes. Tudo era novidade, desde a forma adotada por Tereza como estímulo a criação do bordado, os pontos a serem utilizados até a lembrança de si no território onde cresceu como conteúdo a ser pensado.

Algumas pessoas terminaram a bola no mesmo dia. Outras demoraram um pouco mais de tempo, porém todas reconstruíram as lembranças da infância, da adolescência e da vida adulta. Os aspectos positivos e negativos da vida.

A continuidade

Para realização do intento a Universidade disponibilizou três bolsas permanência para estudantes atuarem junto à demanda do projeto. Essencial ao desenvolvimento das atividades.

Este tipo de bolsa consiste em viabilizar a continuidade do aluno de baixa renda na instituição, e ao mesmo tempo é um estímulo à participação deles em atividades de pesquisa e extensão.

Profº. Paulo Miguez,  Bruna Vilas Boas, Profª. Thais Brito e Larissa Caroline falam sobre as bolsas permanência.

Desta forma entraram no projeto “Bordando a Cidade” as alunas Patrícia Lobo, a única bordadeira, Bruna Vilas Boas, entusiasta pela profissão de designer de moda e Larissa Rocha cuja vontade de expressão está mais vinculada à fotografia, redes sociais e marketing. 

Com histórias de vida distintas, as três necessitavam da bolsa para poderem continuar frequentado o curso universitário.

Patrícia Lobo, vinda de família de bordadeiras santo-amarenses, é responsável por ensinar o bordado a todas participantes do projeto.

Passo a passo para definir o bordado e poder repassar para todas as integrantes do grupo

As decisões são coletivas. O bordado iniciado nos encontros semanais tem como suporte de aprendizagem e decisões do grupo o WhatsApp.

Além de bordar, Bruna é responsável pela pesquisa, corte e costura das peças e Larissa pelas fotografias e página do Facebook.

Apesar das tarefas definidas, todas fazem tudo e todo conhecimento é compartilhado entre todas, inclusive com as bordadeiras.

E Thaís? Ela coordena, pesquisa, pensa na viabilização e manutenção do projeto e cobra, como ninguém, a perfeição do bordado. O avesso tem de ser exatamente igual ao direito.

 “Todas as participantes do grupo eram iniciantes no ofício de agulha e linha. Era preciso aprender a técnica com perfeição”, diz Thaís.

Para garantir e alcançar a maestria no bordar, algumas atividades foram desenvolvidas como forma de aprendizagem: a pesquisa de pontos das bordadeiras locais, através do contato direto e dos livros encontrados no Museu do Recolhimento dos Humildes, internato de mulheres nos tempos antigos, onde a prática do bordado se fazia presente.

Ao final de oito meses, das 60 pessoas (entre mulheres e crianças) iniciais restaram 15.

Durante o processo de aprendizagem  as pessoas foram saindo espontaneamente do projeto por motivos variados. 

Na percepção dos participantes a evasão pode ter acontecido por conta de 4 movimentos distintos: o projeto não ter sido criado com a intenção de profissionalização, este movimento se constituiu espontaneamente; a diversidade de cursos de artesanato ofertado pela igreja permite a escolha do participante por identificação com a técnica; Pela necessidade de gerar o sustento da família com outras atividades e por fim, simplesmente por não gostar de bordar.

A escolha da logomarca

Depois de 8 meses juntas Thaís percebeu o grupo formado e todas querendo gerar renda a partir do bordado.

Partindo das histórias de vida contadas durante o processo de aprendizagem e rodas de diálogo, a professora observou a constância e a importância das árvores na discrição do bioma. Era um referencial. Uma presença forte. 

“Ali tinha uma goiabeira. A gente sempre namorava no pé da goiabeira. Ali naquela montanha era cheio de dendezeiro. Agora tem pouco, mas ficava lindo quando eles davam os frutos. Quando a gente saia para mariscar a gente limpava o marisco debaixo daquela árvore que tinha ali”, frases das bordadeiras.

Ela pediu as alunas para bordar as árvores das histórias de vida em guardanapos. Após tarefa realizada perguntou se elas se sentiam representadas pelo elemento árvore. Responderam sim. Perguntou se todas se sentiam um grupo. Responderam sim.

Ela entra com o pensamento de criar a logomarca.

“Passamos uma tarde discutindo qual seria o nome do grupo e qual seria a nossa logomarca. E elas não quiseram colocar Bordadeiras da Ilha do Dendê, porque ali ia ficar estigmatizado. Escolheram Bordadeiras da Ilha. Mas, elas queriam o dendezeiro. Então a Lili levantou e disse: “a gente poderia desenhar essa montanha".

Esboço da logomarca

Com o desenho nas mãos, Thaís levou para o colega designer e professor da UFRB, Walter Mariano, desenvolver a logomarca.

Ela contou a história do grupo, mostrou o desenho, e ele falou: “estou lembrando da minha avó”. Ele pediu 15 dias para trabalhar a ideia, mas entregou o resultado em 15 horas.

“Ele pegou o desenho, trocou o tronco do dendezeiro pela agulha e fez. Quando eu vi, desatei a chorar. Ali a gente era um grupo”, diz Thaís.

A logomarca foi o divisor de águas. Ali se confirmava um compromisso.

Com o grupo definido se iniciaram as oficinas de patrimônio, orientadas por Amauri Castro, museólogo pertencente ao corpo técnico da UFRB. Era março de 2016.

Nos encontros ele estimulou o grupo a pensar a si, o lugar de moradia e os saberes locais como legado importante e constituinte da vida de cada uma delas. 

A memória de si e do espaço sócio-geográfico trabalhado no início, com a Bola da Felicidade, era continuada e o conceito de patrimônio vai se estabelecendo aos poucos.

A mudança para a universidade

O projeto era realizado na Ilha do Dendê no centro mantido pela paróquia.

No espaço funciona uma escola para crianças durante a semana. Aos sábados é utilizado para oferecer cursos de artesanato para a comunidade, dentre eles o projeto proposto pela universidade.

Em março de 2017 foi necessário mudar os encontros para às manhãs de quinta-feira.

Impossível permanecer na comunidade por conta do choque de horários com as atividades escolares.

Como não há verba na Universidade para sustentar uma extensão dentro do bairro, a forma encontrada para manutenção do grupo foi a de trazer os encontros para o espaço físico da instituição.

As bordadeiras, a princípio, não concordavam. Achavam não ser lugar para elas.

Utilizando o argumento de ser um espaço público mantido por impostos pagos por todos, a professora conseguiu convencer a turma.

“A primeira vez que elas entraram na Universidade foi muito emocionante. Porque o lugar foi uma escola da prefeitura e elas nunca tinham estudado nessa escola”, relata Thaís.

Somente depois dessa mudança as bordadeiras se perceberam como parte de um processo de Universidade, gerando autoestima para o grupo.

As bordadeiras falam sobre a primeira vez que pisaram na universidade

Hora de pensar em começar a lucrar

Já havia se passado um ano. Ainda não existia a ideia de montar a associação. Mas era necessário começar a ter um retorno financeiro com o bordado.

A compra dos materiais necessários à aprendizagem do bordado era, até então, mantida com recursos pessoais da professora.

Munidas da técnica, ainda em andamento, mas já com qualidade para criar algo vendável, estava próximo o São João. A segunda festa mais amada pelas bordadeiras. As primeiras, sem distinção de importância, são a festa da Purificação e o carnaval. 

 “Agora a gente vai ganhar dinheiro. A gente vai fazer algo sobre aquilo que a gente mais gosta e a gente vai vender”, disse Thaís.

Com material doado pela professora, sete metros de jeans e linhas, foram feitos os primeiros panos bordados para venda.

Bruna e Patrícia fizeram a costura do panos. A peça escolhida foi o jogo americano.

As bordadeiras estudaram os motivos e pela primeira vez ganharam dinheiro com o bordado. 

Para formar o valor final da mercadoria elas consideraram o preço do jeans, mais o valor da linha e multiplicaram por três, como se a outra metade fosse o pró-labore mais um pouco do lucro. Dois terços ficaram com o fluxo de caixa e 1/3 cada uma recebeu pelo trabalho.

As peças foram vendidas na própria Universidade.

Elas ganharam entre 12 e 15 reais com a produção, além da verba para investir em material.

Foi introduzida a noção de gerenciamento do negócio.

A administração da verba ficou por conta das bolsistas Bruna e Larissa.

Depois vieram as camisetas customizadas, feitas para o ENICECULT, congresso realizado pela UFRB.

 

Pela primeira vez as bordadeiras participaram de uma feira de artesanato.

Vieram então as encomendas... para a despedida de solteiro, a produção para a festa da Purificação, a encomenda do estilista de São Paulo...

De novembro de 2016 em diante o material passou a ser comprado com o dinheiro das vendas.

 

Em 2017 elas começaram a aprender o que é investimento e para a festa da Purificação a compra dos insumos foi realizada com o dinheiro delas.

Elas compraram carimbo, embalagem, plumas, algodão do bom e linha de meada. Já não queriam bordar com qualquer linha.

Situação atual

As bordadeiras atingiram um nível de bordado onde não se distingue qual é o avesso e o direito do pano, propriedade indispensável à perfeição da técnica.

Elas queriam virar uma associação e gerar renda, mas não têm condições de assumir, por si só, este feito. Ainda não dominam o gerenciamento jurídico e administrativo de uma entidade e não sabem como escoar a mercadoria. É preciso aprender.

A necessidade gerada pelo imediatismo de atender às necessidades básicas do ser humano, como se alimentar e vestir, e a falta de apoio financeiro para manter a implantação da associação, gerou a desarticulação do grupo.

“O ideal seria a possibilidade de incubar o grupo para transformá-lo em associação”, diz Thaís.

A assistência e aprendizagem necessária à manutenção e viabilização do negócio enquanto embrionária é a forma mais eficaz de permitir a continuidade do grupo.

Sem investimento nada se faz, nada se produz e nada se movimenta!

Economia criativa

As potencias econômicas da Europa descobriram na criatividade e no capital intelectual os insumos fundamentais quando a questão é proporcionar um diferencial competitivo frente a consumidores exigentes e ávidos por novas experiências, sejam estéticas ou de qualidade de vida.

Mesmo tendo sido a Alemanha, através da Escola de Frankfurt e a Austrália, os primeiros países a discutirem o conceito de indústrias culturais, foi na Inglaterra,  com Margaret Thatcher e Tony Blair, em 1998, que as atividades culturais foram mapeadas, ampliando a discursão sobre o assunto e inaugurando uma nova compreensão de desenvolvimento.

Mais do que um elemento propulsor da economia, a criatividade é uma necessidade humana presente no cotidiano em diversas áreas do saber e do fazer.

O valor simbólico, imaterial, que permeia a ação diária de cada indivíduo/comunidade torna-se elemento fundamental e diferencial do produto ou bem de serviço a ser produzido.

Tomando como referência as estimativas de crescimento de bens e serviços culturais apresentadas pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), a economia criativa toma fôlego no Brasil como política institucionalizada em 2011, com a criação da Secretaria da Economia Criativa no âmbito do Ministério da Cultura.

A premissa impulsionadora é a nova compreensão de desenvolvimento onde a cultura é um ativo econômico fundamental para novas formas de produção de riqueza.

Conforme o Plano da Secretaria da Economia Criativa para os anos de 2011 a 2014, o maior desafio é criar o conceito brasileiro sobre o assunto, visto que a maioria das publicações e debates são de origem anglo-saxônica.

Além do termo “indústria cultural” já denotar no Brasil as atividades fabris de larga escala, tem o aspecto socioeconômico, cultural e as demandas próprias de cada país.

Paulo Miguez compartilha conosco, no vídeo abaixo, as discusões conceituais sobre o tema. Atual Vice-Reitor da Universidade Federal da Bahia, ele participou ativamente do processo, enquanto Secretario de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (2003 a 2005) e posteriormente como membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (2009-20011).

Professor Paulo Miguez fala sobre a economia criativa

Os dois últimos mapeamento da indústria criativa no Brasil feito pelo sistema FIRJAN(Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro),  compreendendo os anos de 2013 a 2015, o segmento criativo cresceu mesmo diante da crise e gerou uma riqueza em 2015 ano de 47 bilhões de dólares, o que representa uma média de participação de 2,64% do PIB brasileiro. No outro gráfico mostra uma média de participação um pouco abaixo dos anos anteriores, de 2,62%.

A economia criativa permite unir sustentabilidade, inclusão social, inovação e diversidade cultural, a maior riqueza brasileira.

Nesta nova ordem mundial as inovações tecnológicas se mesclam à cultura interagindo de forma a construir bens e serviços exigindo à aplicação e apreensão de conhecimento cada vez mais sofisticado.

Dentro desta perspectiva de desenvolvimento é imprescindível a mudança de perspectiva de atuação da Universidade.

“Precisamos abrir a estrutura da universidade para o desenvolvimento da cultura, dar acesso aos alunos e à comunidade”, fala a Professora Ivana Bentes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) no 1º Seminário de Cultura e Universidade realizado na Bahia.

REVISTA ASSUM PRETO

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